segunda-feira, 17 de março de 2014

Resenha: Within Temptation – Hydra [2014]


(lançamento nacional Hellion Records)

Não é segredo para ninguém que o Within Temptation mudou bastante desde os seus primórdios. A banda Symphonic/Gothic Metal de trabalhos como Enter e Mother Earth é uma estranha nos tempos atuais. O que é perfeitamente compreensível e até mesmo esperado, embora os fãs mais radicais insistam no desejo em ouvir mais do mesmo. Mas os resultados alcançados por Sharon Den Adel e companhia justificam plenamente todas as experiências realizadas. O novo álbum, Hydra, é apenas mais um exemplo desta evolução – e lembrem, meus queridos, evoluir significa crescer, acrescentar, ir a outro patamar; melhor ou pior é uma questão do gosto pessoal de cada um.

Contando com uma série de convidados bem diferentes entre si, o disco explora várias facetas musicais e mostra um grupo que não se preocupa em fixar uma identidade. Ao invés disso, a ideia é estar sempre se equilibrando no fio da navalha. Pode custar caro por um lado, mas o que realmente importa é estar feliz com seu trabalho, não? E a graça está justamente na variedade obtida. O lado metálico escorrega eficientemente para uma abordagem menos Heavy e mais Rock, com os aspectos sinfônicos servindo como pano de fundo para incursões nos mais variados campos sonoros.


Sobre as participações, cada artista conseguiu deixar a sua marca. Howard Jones (Killswitch Engage, Devil You Know) protagoniza um dos grandes momentos do play em “Dangerous”. Xzibit, que já havia colaborado com Alice Cooper anos atrás, mostra que consegue se adaptar a outro exemplar da espécie em “And We Run”. Tarja Turunen acaba sendo a menos destacada em “Paradise (What About Us?)”, talvez por ser algo um tanto quanto previsível. E a banda teve o mérito de resgatar das sombras Dave Pirner, vocalista do Soul Asylum, para um dueto na bonita balada “Whole World Is Watching”, que encerra o tracklist normal.

Das faixas que a banda executa sem convidados, destaque para a abertura com “Let Us Burn”, a delicada “Covered By Roses” e a melancólica “Dog Days”. Hydra entrou nas paradas de nada menos que 21 países, incluindo os disputadíssimos charts de Estados Unidos e Inglaterra – no ranking segmentado de ambos os países, alcançou o 1º lugar. Resultado expressivo e merecido para quem não teve medo de ousar. Um grande trabalho para quem conseguir assimilar que as coisas e as pessoas mudam com o passar dos anos. Conservadores devem passar longe.

Nota 8



Sharon Den Adel (vocais)
Robert Westerholt (guitarra)
Stefan Helleblad (guitarra)
Ruud Jolie (guitarra)
Jeroen Van Veen (baixo)
Mike Coolen (bateria)
Martijn Spierenburg (teclados)

01. Let Us Burn
02. Dangerous
03. And We Run
04. Paradise (What About Us?)
05. Edge Of The World
06. Silver Moonlight
07. Covered By Roses
08. Dog Days
09. Tell Me Why
10. Whole World Is Watching



Fonte: Van do halen

1 comentários:

entermothersilent disse...

Não deixa de ser um ótimo álbum de metal, com inovações, orquestrações menos explosivas, e novas direções, mas, ainda assim, tendo o metal como base para criação de algo diferente do comunal .

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